ALONGAR APÓS O TREINO AJUDA NA RECUPERAÇÃO?

Vários procedimentos visando recuperação da musculatura após o treino são mais freqüentemente associadas com o aumento do fluxo sanguíneo e linfático, a fim de nutrir os músculos e remover os resíduos. Para citar alguns, aplicação de calor, frio, contraste (calor e frio), a hidroterapia, a compactação estática, compressão dinâmica, vibração, exercícios leves, estimulação elétrica e massagem são todos utilizados pensando em melhorar a recuperação devido à sua capacidade de aumentar o fluxo de sangue e linfa. Historicamente, também tem sido pensado que o alongamento deve reduzir a rigidez muscular e dor muscular tardia (1,2). Embora isso possa soar como heresia para alguns, alongamento severo depois do treino é contra-indicado para a recuperação muscular(3). O alongamento antes ou após o exercício não melhorou a dor muscular tardia(4), mas, curiosamente, ao contrário da crença popular, o alongamento diminuiu o fluxo sanguíneo (5). Tanto o fluxo sanguíneo e oxigenação da região capilar, quanto a velocidade dos glóbulos vermelhos se mostraram diminuídas durante o alongamento em várias pesquisas sobre o assunto(6,7,8). Se o objetivo do alongamento é aumentar o fluxo de sangue e assim a recuperação-adaptação, parece que essa prática após o treino não ajuda e pode realmente desestimular o fluxo sanguíneo. Então, baseados em todos esses estudos e mesmo na prática cotidiana, é até questão de bom senso entender que alongar-se após o treino não vai evitar que sua musculatura fique dolorida, se assim as condições para isso estiverem favoráveis. Referências 1-De Vries, HA. Physiology of Exercise for Physical Education and Athletics. Dubuque, IA: WM. C. Brown. 1966. 2-De Vries, HA. Electromyographic observations of the effects of static stretching upon muscular distress. The Research Quarterly, 1961. 3-Verkhoshansky, Y, and Siff. Supertraining. Ultimate Athlete Concepts, 2009. 4-Wessel, J, and Wan, A. Effect of stretching on the intensity of delayed-onset muscle soreness. Clinical Journal of Sport Medicine, 1994. 5-Mike, A; et al. Comparison of recovery estrategies on muscle performance after fatiguing exercise. American Journal of Physical Medicine and Rehabilitation, 2007 6-Matchanov, AT; et al. Changes of the blood flow in longitudinal stretch of the cat gastrocnemius muscle. Fiziologicheskii Zburnal SSR Imeni IM Sechenova, 1983. 7-Poole, DC; et al. In vivo microvascular structural and functional consequences of muscle length changes. American Journal of Physiology, 1997. 8-Stainsby, WN; et al. Effect of stretch on oxygen consumptiom of dog skeletal muscle in situ. Bulletin of the Johns Hopkins Hospital. 1956. tromneypersonal