Nutrição e Atividade física

Sempre ouvimos nas academias, de um ou de outro aluno, que este está fazendo dieta pra emagrecer, que agora está malhando sério, que agora está “fechando a boca”...  Acontece que em muitas vezes, esse fechando a boca é que causa o maior índice de desistências de dieta. 

Como se não bastasse a desinformação, as dietas geralmente são criadas pelas próprias pessoas praticantes de modalidades esportivas e não levam em conta uma série de fatores fisiológicos, biológicos e nutricionais. Os erros e dúvidas mais comuns são observados nas refeições entre almoço e jantar, nas refeições antes e após os treinos e na quantidade total de refeições.

Para quem está praticando musculação, por exemplo, os profissionais da Nutrição, de modo geral, recomendam de 6 a 8 refeições; dependendo do caso, até mais. O principal problema quanto à redução do número de refeições se deve ao fato do metabolismo se tornar lento, e, devido ao grande espaço entre uma refeição e outra, a pessoa acaba por exagerar na quantidade de calorias em cada refeição. No que tange à alimentação antes do exercício, muitas vezes negligenciada, é bom lembrar que nosso corpo funciona à base de glicose, derivada do carboidrato e não se deve começar uma sessão de treino sem uma refeição prévia contendo esse tipo de nutriente. Quando não se consome a quantidade exata de carboidratos necessária ao organismo de cada um, nosso corpo procura um meio de conseguir essa energia à custa da transformação de proteína (da qual os músculos são formados) em glicose. Menos músculos, metabolismo mais preguiçoso! Esse caso se aplica diretamente à refeição pós-treino e tem tanta importância quanto às demais, que devem ser realizadas em horários precisos para não comprometer o ritmo acelerado do metabolismo de quem pratica atividade física, em especial, a musculação.

Hoje, no mercado, mais nutricionistas estão se especializando na nutrição esportiva e é esse tipo de profissional que se deve procurar antes de começar qualquer dieta.

Romney Dantas