Comecei tão bem…

Durante a prática da musculação, o fisiculturista, ou seja, a pessoa que pratica musculação com finalidades estéticas, em certas temporadas consegue grandes progressos: aumento da massa e densidade muscular, diminuição do percentual de gordura... Já em outras, a despeito de árduos esforços, a evolução física diminui de intensidade, chegando, ás vezes até a cessar por completo. Este período de crescimento acentuadamente menor ou nulo é conhecido no meio da musculação como “platô” e é motivo de várias desistências nessa modalidade. Para entender o platô, é necessário saber que o desenvolvimento muscular é resultado de uma adaptação do corpo ao trabalho ou estresse imposto à musculatura. Um dos métodos básicos de se aplicar esse estressamento é justamente o aumento de cargas e repetições, a diminuição do tempo de repouso entre as séries, intensificando progressivamente os treinos em ambos os casos ou até mesmo o contrário de tudo isso. Caso isso não ocorra, a musculatura se “acomoda” e o praticante de musculação entra na famigerada fase de platô.

O oposto, ou seja, o excesso de treino ou overtraining também pode levar ao platô. Isso porque os grupamentos musculares têm necessidade de descansar durante, pelo menos, 48 horas a fim de, no decorrer desse tempo, reparar as fibras rompidas pelo esforço do treinamento e adaptadas a novo estresse. Essa “adaptação” resulta justamente em um espessamento das fibras musculares, ou seja, através dela os músculos crescem. Então, para que haja crescimento e evolução musculares, é necessário, além de treinar, garantir ao corpo necessários períodos de repouso.

Outra causa que pode ocasionar o platô pode ser a dieta mal balanceada. A carência de quantidades apropriadas de proteínas e/ou a insuficiência no consumo de carboidratos entre os treinos, acarretam uma incapacidade muscular de recuperação que, por sua vez, conduz ao estado de catabolismo (perda muscular).

Visto que cada indivíduo possui características diferentes de tipo físico e de metabolismo, torna-se difícil recomendar, de forma generalizada, alguma correção de dieta e treinamento. O certo é que, na fase de platô, o estímulo exercido sobre o músculo terá que ser mudado, tanto se utilizando de novos exercícios que trabalhem a musculatura em ângulos e intensidades diferentes, quanto adaptar a dieta aos novos processos de treino e às novas séries de exercícios. Vale lembrar também que não se deve confundir o estado de platô com crescimento natural que, normalmente, é lento. Procure um profissional de Ed. Física e tire suas dúvidas.