TREINAMENTO DE FORÇA E TAXA DE LESÕES. QUAL A VERDADE?

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Toda atividade física envolve um certo risco de lesão – agudas ou crônicas – e para atletas profissionais e amadores, esses riscos são aceitos em troca da recompensa máxima que vem da bem sucedida participação nos níveis de rendimento mais altos. Em geral, é inegável que parece que a população considera os esportes mais populares como corridas, por exemplo, opções relativamente “seguras”, enquanto esportes de força são considerados mais propensos a causar lesões e isso influencia suas escolhas. Como os estudos demonstram, as pessoas devem saber que não incorrem em maiores riscos nos esportes de força e que as taxas de lesões não são relatadas em todos os esportes participativos comuns, sendo por isso difícil dar uma imagem completa. As taxas de lesões fornecem uma boa medida de entendimento de como se incorre provavelmente em uma lesão numa modalidade e essas normalmente são expressas em números de lesões por 1.000 horas de treinamento; assim, sabendo mais ou menos quanto tempo vai gastar o treinamento, se tem uma idéia de quanto será a exposição a prováveis lesões. O treinamento para esportes de força está associado a taxas semelhantes ou inferiores de lesão que o treinamento para esportes de resistência, como corrida de longa distância e triathlon. Em comparação com a taxa global de lesões em esportes de força (0,24 – 5,5 lesões por 1.000 hrs), a taxa de lesão durante a corrida de longa distância é em torno de 2,5 – 12.1 e durante o triathlon é em torno de 1.4 – 5.4, ambas por 1.000 hrs de treinamento. Sobre a musculação, que apresentou baixa taxa de lesão (1.0), exatamente quais aspectos de abordagem na média de treinamento são menos perigosos, não são claros e algumas justificativas foram sugeridas, como o uso de movimentos controlados e que as variáveis usadas no treinamento em musculação podem ser fatores importantes no controle de incidência de lesões. Os estudos apontam que a musculação parece conduzir a uma menor taxa de lesão que outros tipos de treinamento de força, portanto, ao selecionar as atividades para a saúde, este método de treinamento pode levar a uma relação de custo-benefício superior a outras modalidades que utilizem pesos.

 

Referências

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2-Hespanhol Junior LC, et al. Previous injuries and some training characteristics predict running-related injuries in recreational runners: a prospective cohort study. J Physiother. 2013

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4-Siewe J, et al. Injuries and overuse syndromes in competitive and elite bodybuilding. Int J Sports Med. 2014.

5-Fisher, J, et al. Primum non nocere: A commentary on avoidable injuries and safe resistance training techniques. Journal of Trainology. 2014.

6-Eberhardt, A. (2007). Frequency of injuries in recreational bodybuilderes. http://bmsi.ru/doc/ 547ela 70-f13f-44e4-9c0a- 62eaae1b2672e/html